
Não sou o que sou.
Entendi. É um fato.
Nem cena, nem teatro.
Eu, só, me adapto.
E é aí que eu me rapto.
Não sei.
Não sou.
Estou.
Me vejo, eu mesma, a mim.
Não fecho os olhos,
Ou melhor, sim.
Abertos, lá dentro,
Enxergo e entendo
O início, o meio e o fim.
De onde veio?
A que está?
Pra onde vai?
Tudo depende de um passo.
Pra lá?
Pra cá?
Pra já!
Um passo pra perto de mim.
Não é assim?