quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Fantasma


Fantasma... Espectro de gente, que perturba o sono da alma carente que chora, em silêncio, desviando o olhar de si mesma, pois por dentro há tormenta com trilha de suspense...
Fantasma de gente vivente que assombra o sentimento dormente...
Lembrança morta e enterrada que, chegada à hora, precisa ser exumada.
Se houvesse fantasma de morto não causaria tanto terror quanto aquele que vive. E não há como escapar!
Como fugir de um fantasma que habita a memória?
E quem é forte agora pra enfrentar a assombração que vive e está batendo à porta?
O coração pede socorro à razão, que se apóia no corpo, que está à mercê do coração.
E neste círculo infindo, quem socorre o ser amedrontado, que por fora é fortaleza mas, por dentro, se encolhe, debatendo-se contra a tristeza?
Onde está o herói que salva a mocinha assustada nos filmes de terror?
Está salvando, o fantasma...

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Realidade


Permeado pela busca incessante ao “são”, loucamente o homem se envaidece e se ensoberbece, crendo-se dono da realidade. Mas, de qual realidade falamos? A dos loucos ou a dos sábios? Pois todo o que é vivo vive a realidade e não há quem possa dizer que não é real o que enxergam os olhos, tanto dos loucos quanto dos sábios. Mas, sábio é o louco e louco é o sábio que acredita naquilo que vê...

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

...Idade...


Ah, a idade, que suprime a superficialidade e nos lança à profundidade! Que submerge a imaturidade e nos atira à complexidade de uma mentalidade repleta de racionalidade!

Sujeita à sensibilidade, que confronta a irritabilidade com a amabilidade!

Em busca da felicidade, mas não encontra com facilidade... Haja criatividade!

Chega com suavidade e supera, com genialidade, a lei da gravidade, aumentando a voluptuosidade e o desejo por atividade... Hiperatividade? Intensidade!

Sinceridade?

Coisas da idade...

domingo, 2 de dezembro de 2007

De: Lírio


Olha, ó Lírio, teus campos e responde: Já viste flor como tu?
Nem no reflexo de tua imagem és o mesmo, pois mostra ao inverso quem tu és!
Com lágrimas te regaste, pois desviara-se de ti o curso das águas!
Espinhos criaste, pois tentaram arrancar tuas pétalas!
E, tão híbrido quanto a tua espécie, te tornaste mutante e buscaste ser outra flor.
Deixaste de lado teus encantos por conta da tua dor...
Nasceste Lírio, viveste Lírio, tornaras-te, simplesmente, flor.
Mas, é chegada tua vez de renascer! Arranca teus espinhos! Enxuga a tua rega!

Desabrocha, Lírio, e revela teu esplendor, porque és esplêndido assim, como fostes feito!
E entende, Lírio, que és tu a mais bela das flores em tuas muitas cores!



"Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua majestade, se vestiu como qualquer um deles"

Mt 6:28,29