sábado, 21 de junho de 2008

Amanha...

O tempo eh relativo, e o amanha ja chegou. Ha dois dias! E ja eh anteontem, e amanha sera anteanteontem, e assim vai...

Quem alcanca o amanha? Ninguem! Porem, nem deixa de alcanca-lo. Enfim, eh o que todos esperam. O meu chegou e ja passou, e nao vejo a hora dos amanhas que virao pra se tornarem hojes!

Cheia de dor e medicamentos, mas, nada comparado ao tamanho da minha satisfacao! Eh, pois tem tamanho e certificado de garantia!

Feliz estou, pois, do Alto estao voltados pra mim os olhos mais puros que homem nenhum jamais tera, e que conhece minha vida do principio ao fim.

Amanha?

A Ele pertence...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

ALCANCE...


Para cada coisa há seu tempo!

Há tempo de plantar e tempo de colher, e a nós, nada pertence... Apenas o direito de plantar e colher...

Plante e colha! E creia! Porque é pela fé que se alcança...

E as vozes, começam outra melodia...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

ALGUÉM...


Silêncio.
"Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."
Ouço uma voz conhecida, que responde (ou pergunta): "Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."

Perguntas...

Palavras...

Ecos...

Repetições das repetições enchem o silêncio num belo fenômeno físico.

Palavras se cruzam, rebatem nas paredes e voltam a se cruzar, numa coreografia sonora: "Tem... Aí... Alguém... Ém... Aí... Tem... Alguém... Aí... Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."
A cada rebatida a intensidade aumenta e, de belo ballet, o som se transforma em trilha que beira o terror: "Tem... Aí... Alguém... Ém... Aí... Tem... Alguém... Aí... Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."

E o silêncio grita: Alguém! Responda, por favor!

E a voz do silêncio se funde ao som entorpecente, que, agora, berra em meus ouvidos: Tem... Aí... Por favor... Alguém... Ém... Aí... Responda... Tem... Alguém... Onda... Favor... Aí... Tem alguém aí? Aí... aí... aí...

Chega! Quem perguntou primeiro? E, quem deve responder?

Tem alguém aí?

Silêncio.

segunda-feira, 31 de março de 2008

MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO?


Cala, boca!
Relate, não opine!
Descreva, não interpréte!

"A censura chegou! Cercearam a liberdade de expressão!"
Reprimem a voz, que, calada, vira dor, e a dor, silêncio ensurdecedor...
Engaiolam o pássaro e, arrancando pena por pena, privam-lhe o direito de voar.

Corre, mão! Apressa-te enquanto podes! Escreve o que da boca foi tirado!
Tapam os ouvidos para a voz, mas, e os olhos, estão cegos?
Aproveita, então, e escreve, disserta, poetisa, poemisa, conta, historia para os olhos que quiserem ouvir!
Rápido, antes que te amarrem! Antes que te amarrem...
Já tentaram, mas, não permitas! Por favor, não permitas! Porque és o veículo de uma voz que luta pra não ser calada.

Pra que o ser não se cala diante da ditadura da alma...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Fantasma


Fantasma... Espectro de gente, que perturba o sono da alma carente que chora, em silêncio, desviando o olhar de si mesma, pois por dentro há tormenta com trilha de suspense...
Fantasma de gente vivente que assombra o sentimento dormente...
Lembrança morta e enterrada que, chegada à hora, precisa ser exumada.
Se houvesse fantasma de morto não causaria tanto terror quanto aquele que vive. E não há como escapar!
Como fugir de um fantasma que habita a memória?
E quem é forte agora pra enfrentar a assombração que vive e está batendo à porta?
O coração pede socorro à razão, que se apóia no corpo, que está à mercê do coração.
E neste círculo infindo, quem socorre o ser amedrontado, que por fora é fortaleza mas, por dentro, se encolhe, debatendo-se contra a tristeza?
Onde está o herói que salva a mocinha assustada nos filmes de terror?
Está salvando, o fantasma...

...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Realidade


Permeado pela busca incessante ao “são”, loucamente o homem se envaidece e se ensoberbece, crendo-se dono da realidade. Mas, de qual realidade falamos? A dos loucos ou a dos sábios? Pois todo o que é vivo vive a realidade e não há quem possa dizer que não é real o que enxergam os olhos, tanto dos loucos quanto dos sábios. Mas, sábio é o louco e louco é o sábio que acredita naquilo que vê...

...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

...Idade...


Ah, a idade, que suprime a superficialidade e nos lança à profundidade! Que submerge a imaturidade e nos atira à complexidade de uma mentalidade repleta de racionalidade!

Sujeita à sensibilidade, que confronta a irritabilidade com a amabilidade!

Em busca da felicidade, mas não encontra com facilidade... Haja criatividade!

Chega com suavidade e supera, com genialidade, a lei da gravidade, aumentando a voluptuosidade e o desejo por atividade... Hiperatividade? Intensidade!

Sinceridade?

Coisas da idade...

domingo, 2 de dezembro de 2007

De: Lírio


Olha, ó Lírio, teus campos e responde: Já viste flor como tu?
Nem no reflexo de tua imagem és o mesmo, pois mostra ao inverso quem tu és!
Com lágrimas te regaste, pois desviara-se de ti o curso das águas!
Espinhos criaste, pois tentaram arrancar tuas pétalas!
E, tão híbrido quanto a tua espécie, te tornaste mutante e buscaste ser outra flor.
Deixaste de lado teus encantos por conta da tua dor...
Nasceste Lírio, viveste Lírio, tornaras-te, simplesmente, flor.
Mas, é chegada tua vez de renascer! Arranca teus espinhos! Enxuga a tua rega!

Desabrocha, Lírio, e revela teu esplendor, porque és esplêndido assim, como fostes feito!
E entende, Lírio, que és tu a mais bela das flores em tuas muitas cores!



"Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua majestade, se vestiu como qualquer um deles"

Mt 6:28,29