sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Doce vida! Shaná Tová Umetuká!


Doces dias doces.

Sejam assim todos os nossos!

Tenham diversos sabores,

Inspirem com várias cores,

Como doce feito por mãe,

Como fruta feita pelo Pai.


Sejam marcantes, como chocolate!

E harmoniosos, tal maçã com mel!


שנה טובה ומתוקה

SHANÁ TOVÁ UMETUKÁ

Tenham um ano feliz e doce!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Os dias seguintes...

Um dia, findo dia. Nada dura para sempre, mas sempre há os que seguem após ao que se faz presente em todos os outros.
Um dia após o outro, mas todos seguidos do um...
Um dia, outro dia... Dias seguintes...

Seguir em frente...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Born Again at Sunrise


"Esta é sua vida agora
Um dia depois do outro
E renascerá ao amanhecer"

Tradução de trecho da música "Born Again at Sunrise", de Fantine Tho

É isso, por agora...
Nascer de novo a cada nascer do sol...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AMIGO$...


Caro amigo,

Caro? Por quê? Acaso tem preço a amizade?
Haveremos de contabilizar o afeto, percentualizar o carinho, calcular as lágrimas?
Teremos de financiar abraços, creditar sorrisos, cobrar conselhos?

Perdoe a minha infidelidade, querida lógica, mas, onde está você nesta história?
Se é preciso fazer cálculos para a amizade, terei de ir contra a minha companheira matemática e emburrecer minha razão!

E que reste, apenas, a habilidade de contar nos dedos aqueles a quem posso chamar amigos.

A estes, digo:

Caros, valoros, valiosos amigos!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

S(C)em palavras


De contra ao cantar do ditoso poeta
De encontro ao contrário da dita palavra
Calada, não muda
Só quieta, guardada
Aguada, aguda
Distante de tralha...

Pra quem bem entende
O que não se fala
Pingo é letra
Metade lhe basta
Segue, então, o que não foi dito
Calado, almejando, um dia, ser grito...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Resgate

Procuro um poema.
Não sei.
Não vem.
Está lá.
Lá...
Onde é lá?
Tudo confuso.
Logo ali...
É tão longe.
Ou tão perto...
É, perto.
Placas indicam.
Não.
Placas alertam.
Proíbem.
Não posso chegar.
Não agora...

Foi avalanche.
Muita pedra.
Muito gelo.
O gelo derrete.
As pedras, quem tira?
Aguardo o resgate.

Está lá...
Não posso chegar.
Não agora...

sábado, 21 de junho de 2008

Amanha...

O tempo eh relativo, e o amanha ja chegou. Ha dois dias! E ja eh anteontem, e amanha sera anteanteontem, e assim vai...

Quem alcanca o amanha? Ninguem! Porem, nem deixa de alcanca-lo. Enfim, eh o que todos esperam. O meu chegou e ja passou, e nao vejo a hora dos amanhas que virao pra se tornarem hojes!

Cheia de dor e medicamentos, mas, nada comparado ao tamanho da minha satisfacao! Eh, pois tem tamanho e certificado de garantia!

Feliz estou, pois, do Alto estao voltados pra mim os olhos mais puros que homem nenhum jamais tera, e que conhece minha vida do principio ao fim.

Amanha?

A Ele pertence...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

ALCANCE...


Para cada coisa há seu tempo!

Há tempo de plantar e tempo de colher, e a nós, nada pertence... Apenas o direito de plantar e colher...

Plante e colha! E creia! Porque é pela fé que se alcança...

E as vozes, começam outra melodia...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

ALGUÉM...


Silêncio.
"Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."
Ouço uma voz conhecida, que responde (ou pergunta): "Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."

Perguntas...

Palavras...

Ecos...

Repetições das repetições enchem o silêncio num belo fenômeno físico.

Palavras se cruzam, rebatem nas paredes e voltam a se cruzar, numa coreografia sonora: "Tem... Aí... Alguém... Ém... Aí... Tem... Alguém... Aí... Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."
A cada rebatida a intensidade aumenta e, de belo ballet, o som se transforma em trilha que beira o terror: "Tem... Aí... Alguém... Ém... Aí... Tem... Alguém... Aí... Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."

E o silêncio grita: Alguém! Responda, por favor!

E a voz do silêncio se funde ao som entorpecente, que, agora, berra em meus ouvidos: Tem... Aí... Por favor... Alguém... Ém... Aí... Responda... Tem... Alguém... Onda... Favor... Aí... Tem alguém aí? Aí... aí... aí...

Chega! Quem perguntou primeiro? E, quem deve responder?

Tem alguém aí?

Silêncio.

segunda-feira, 31 de março de 2008

MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO?


Cala, boca!
Relate, não opine!
Descreva, não interpréte!

"A censura chegou! Cercearam a liberdade de expressão!"
Reprimem a voz, que, calada, vira dor, e a dor, silêncio ensurdecedor...
Engaiolam o pássaro e, arrancando pena por pena, privam-lhe o direito de voar.

Corre, mão! Apressa-te enquanto podes! Escreve o que da boca foi tirado!
Tapam os ouvidos para a voz, mas, e os olhos, estão cegos?
Aproveita, então, e escreve, disserta, poetisa, poemisa, conta, historia para os olhos que quiserem ouvir!
Rápido, antes que te amarrem! Antes que te amarrem...
Já tentaram, mas, não permitas! Por favor, não permitas! Porque és o veículo de uma voz que luta pra não ser calada.

Pra que o ser não se cala diante da ditadura da alma...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Fantasma


Fantasma... Espectro de gente, que perturba o sono da alma carente que chora, em silêncio, desviando o olhar de si mesma, pois por dentro há tormenta com trilha de suspense...
Fantasma de gente vivente que assombra o sentimento dormente...
Lembrança morta e enterrada que, chegada à hora, precisa ser exumada.
Se houvesse fantasma de morto não causaria tanto terror quanto aquele que vive. E não há como escapar!
Como fugir de um fantasma que habita a memória?
E quem é forte agora pra enfrentar a assombração que vive e está batendo à porta?
O coração pede socorro à razão, que se apóia no corpo, que está à mercê do coração.
E neste círculo infindo, quem socorre o ser amedrontado, que por fora é fortaleza mas, por dentro, se encolhe, debatendo-se contra a tristeza?
Onde está o herói que salva a mocinha assustada nos filmes de terror?
Está salvando, o fantasma...

...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Realidade


Permeado pela busca incessante ao “são”, loucamente o homem se envaidece e se ensoberbece, crendo-se dono da realidade. Mas, de qual realidade falamos? A dos loucos ou a dos sábios? Pois todo o que é vivo vive a realidade e não há quem possa dizer que não é real o que enxergam os olhos, tanto dos loucos quanto dos sábios. Mas, sábio é o louco e louco é o sábio que acredita naquilo que vê...

...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

...Idade...


Ah, a idade, que suprime a superficialidade e nos lança à profundidade! Que submerge a imaturidade e nos atira à complexidade de uma mentalidade repleta de racionalidade!

Sujeita à sensibilidade, que confronta a irritabilidade com a amabilidade!

Em busca da felicidade, mas não encontra com facilidade... Haja criatividade!

Chega com suavidade e supera, com genialidade, a lei da gravidade, aumentando a voluptuosidade e o desejo por atividade... Hiperatividade? Intensidade!

Sinceridade?

Coisas da idade...

domingo, 2 de dezembro de 2007

De: Lírio


Olha, ó Lírio, teus campos e responde: Já viste flor como tu?
Nem no reflexo de tua imagem és o mesmo, pois mostra ao inverso quem tu és!
Com lágrimas te regaste, pois desviara-se de ti o curso das águas!
Espinhos criaste, pois tentaram arrancar tuas pétalas!
E, tão híbrido quanto a tua espécie, te tornaste mutante e buscaste ser outra flor.
Deixaste de lado teus encantos por conta da tua dor...
Nasceste Lírio, viveste Lírio, tornaras-te, simplesmente, flor.
Mas, é chegada tua vez de renascer! Arranca teus espinhos! Enxuga a tua rega!

Desabrocha, Lírio, e revela teu esplendor, porque és esplêndido assim, como fostes feito!
E entende, Lírio, que és tu a mais bela das flores em tuas muitas cores!



"Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua majestade, se vestiu como qualquer um deles"

Mt 6:28,29