
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Onde estou eu em mim?

Não quero mais sorrisos forçados
Pra esconder meu pranto não chorado.
Quero sorrir por sorrir
E chorar por chorar.
Não precisa motivo,
Nem, tampouco, sentido.
Só choro por choro
E riso por riso.
Nem ser platéia do meu triste fim.
Ou se demoro a me encontrar.
Por agora, quero um canto,
Quem sabe, numa casa no campo?
Um recanto onde eu possa chorar
E fazer correr o meu pranto,
E poder gritar minha dor,
E colar meu rosto ao chão,
E clamar ao meu Criador
Por de lado a razão,
Rasgar meu peito e, então,
Encontrar sereno alívio,
Pra que, num próximo sorriso,
Esteja em mim
O que sou.
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