sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cuidado com o que sai da sua boca




Manja aquele papo de "a palavra tem poder"?
É, tem...
Muito.
E é fato.
E é ponto.
Pacífico.
Em guerra...
De palavras
e meias palavras.
De dizeres e quase...
De quases e "deixa pra próxima".
Deixa pra próxima...
Quem sabe eu fale, ou , simplesmente, cale.
Já disse isso antes.
Já disse muitas coisas antes.
É o giro do gigante!
Redundâncias...
E reticências...
Há tempos em que o silêncio é que se ouve.
Ah, se meu silêncio falasse...
Todos os três pontinhos seriam findos... Pobrezinhos!
E eu faria questão de aniquilá-los: um a um.
No momento, só posso manter-me em reticências...
Benditas reticências!

No fim, não era nada disso que eu queria dizer... Olha as reticências aí, gente!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Vivendo e aprendendo a jogar


É tudo um jogo... Um grande jogo, onde as peças se movem sob a influência do olhar distinto de cada jogador. É mais fácil enxergar assim... Acalma. Racionaliza.
É dançar, conforme a música...
Não! Sem dança, sem música... Só lógica!
E a razão fria, bem longe do calor das notas...
Até quando?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Roda, Gigante!


Círculo vicioso em uma roda gigante...

E roda mundo...

E roda, Gigante!

Está que o mundo seja meio, sempre meio, nunca inteiro.

E a metade seja um mundo

De extremas proporções

Em porções de insanidade,

Em frações de vontade...


E roda o mundo

E roda o gigante...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CATIVANTE CULTIVO





Quero fazer da vida uma grande seara,
Plantar e colher, me alimentar e distribuir...
E, do bom fruto, resgatar a melhor semente,
Plantar e colher, me alimentar e distribuir...
E, do fruto doente, salvar as sementes sadias,
Plantar e colher, me alimentar e distribuir...
E, do fruto morto, fazer semente, nutrir a terra,
Plantar e colher, me alimentar e distribuir...

Quero ser terra e semente,
Fruto e adubo,
Nutrir meu espírito,
Alimentar minha alma,
Saciar minha vida,
Crescer e frutificar.

E cativar cultivos...
E cultivar cativos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Onde estou eu em mim?



Não quero mais sorrisos forçados

Pra esconder meu pranto não chorado.

Quero sorrir por sorrir

E chorar por chorar.

Não precisa motivo,

Nem, tampouco, sentido.

Só choro por choro

E riso por riso.

Não quero mais me esconder de mim,

Nem ser platéia do meu triste fim.

Não sei se estou perto


Ou se demoro a me encontrar.


Por agora, quero um canto,


Quem sabe, numa casa no campo?


Um recanto onde eu possa chorar


E fazer correr o meu pranto,


E poder gritar minha dor,


E colar meu rosto ao chão,


E clamar ao meu Criador

Por de lado a razão,


Rasgar meu peito e, então,

Encontrar sereno alívio,

Pra que, num próximo sorriso,


Esteja em mim


O que sou.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Voltando...


Um dia, pensei que o palco seria meu único lugar e que atuar era minha única verdade.
Que passariam-se as épocas e eu permaneceria sempre lá, eternizando o tempo.
E o tempo, esse a quem eu perpetuava, me levou a outros tablados e me ensinou outras habilidades.
E me levou do palco...
Daquele que me recebia com os pés descalços e a alma desnuda.
Daquele que me amava e que eu amava, intensa, entregue, inteira...
Que me conhecia em centímetros, sentimentos, sentidos, instintos.
Que gozou meu riso e chorou meu pranto,
Que dançou meus passos e tocou meu canto,
Que me fez, me quis, me teve e me viu
Indo,
Partindo,
Sem olhar pra trás...

Na minha bagagem: experiência, retratos, história
E este amor, latente,
Doente,
Paciente...

Chega, tempo, de apagar as minhas vidas...
Chega, tempo, abrindo caminho para todas desfrutarem!
E leva de volta meu corpo, meu fogo, meu ego, meu eu
Devolve, entrega meu nexo, sexo, com plexo,
Anexo àquele que é meu.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Falar o quê?


Às vezes, a gente fala o que não deve,

Às vezes, não fala o que devia...

Às vezes, não deve nada e fala,

Às vezes, não fala nada e deve...

Às vezes, fala porque deve,

Às vezes, não deveria falar nada...


Às vezes, a gente quer falar e não consegue,

Então, vai pro computador e escreve...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Doce vida! Shaná Tová Umetuká!


Doces dias doces.

Sejam assim todos os nossos!

Tenham diversos sabores,

Inspirem com várias cores,

Como doce feito por mãe,

Como fruta feita pelo Pai.


Sejam marcantes, como chocolate!

E harmoniosos, tal maçã com mel!


שנה טובה ומתוקה

SHANÁ TOVÁ UMETUKÁ

Tenham um ano feliz e doce!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Os dias seguintes...

Um dia, findo dia. Nada dura para sempre, mas sempre há os que seguem após ao que se faz presente em todos os outros.
Um dia após o outro, mas todos seguidos do um...
Um dia, outro dia... Dias seguintes...

Seguir em frente...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Born Again at Sunrise


"Esta é sua vida agora
Um dia depois do outro
E renascerá ao amanhecer"

Tradução de trecho da música "Born Again at Sunrise", de Fantine Tho

É isso, por agora...
Nascer de novo a cada nascer do sol...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AMIGO$...


Caro amigo,

Caro? Por quê? Acaso tem preço a amizade?
Haveremos de contabilizar o afeto, percentualizar o carinho, calcular as lágrimas?
Teremos de financiar abraços, creditar sorrisos, cobrar conselhos?

Perdoe a minha infidelidade, querida lógica, mas, onde está você nesta história?
Se é preciso fazer cálculos para a amizade, terei de ir contra a minha companheira matemática e emburrecer minha razão!

E que reste, apenas, a habilidade de contar nos dedos aqueles a quem posso chamar amigos.

A estes, digo:

Caros, valoros, valiosos amigos!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

S(C)em palavras


De contra ao cantar do ditoso poeta
De encontro ao contrário da dita palavra
Calada, não muda
Só quieta, guardada
Aguada, aguda
Distante de tralha...

Pra quem bem entende
O que não se fala
Pingo é letra
Metade lhe basta
Segue, então, o que não foi dito
Calado, almejando, um dia, ser grito...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Resgate

Procuro um poema.
Não sei.
Não vem.
Está lá.
Lá...
Onde é lá?
Tudo confuso.
Logo ali...
É tão longe.
Ou tão perto...
É, perto.
Placas indicam.
Não.
Placas alertam.
Proíbem.
Não posso chegar.
Não agora...

Foi avalanche.
Muita pedra.
Muito gelo.
O gelo derrete.
As pedras, quem tira?
Aguardo o resgate.

Está lá...
Não posso chegar.
Não agora...

sábado, 21 de junho de 2008

Amanha...

O tempo eh relativo, e o amanha ja chegou. Ha dois dias! E ja eh anteontem, e amanha sera anteanteontem, e assim vai...

Quem alcanca o amanha? Ninguem! Porem, nem deixa de alcanca-lo. Enfim, eh o que todos esperam. O meu chegou e ja passou, e nao vejo a hora dos amanhas que virao pra se tornarem hojes!

Cheia de dor e medicamentos, mas, nada comparado ao tamanho da minha satisfacao! Eh, pois tem tamanho e certificado de garantia!

Feliz estou, pois, do Alto estao voltados pra mim os olhos mais puros que homem nenhum jamais tera, e que conhece minha vida do principio ao fim.

Amanha?

A Ele pertence...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

ALCANCE...


Para cada coisa há seu tempo!

Há tempo de plantar e tempo de colher, e a nós, nada pertence... Apenas o direito de plantar e colher...

Plante e colha! E creia! Porque é pela fé que se alcança...

E as vozes, começam outra melodia...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

ALGUÉM...


Silêncio.
"Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."
Ouço uma voz conhecida, que responde (ou pergunta): "Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."

Perguntas...

Palavras...

Ecos...

Repetições das repetições enchem o silêncio num belo fenômeno físico.

Palavras se cruzam, rebatem nas paredes e voltam a se cruzar, numa coreografia sonora: "Tem... Aí... Alguém... Ém... Aí... Tem... Alguém... Aí... Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."
A cada rebatida a intensidade aumenta e, de belo ballet, o som se transforma em trilha que beira o terror: "Tem... Aí... Alguém... Ém... Aí... Tem... Alguém... Aí... Tem alguém aí? Aí... aí... aí..."

E o silêncio grita: Alguém! Responda, por favor!

E a voz do silêncio se funde ao som entorpecente, que, agora, berra em meus ouvidos: Tem... Aí... Por favor... Alguém... Ém... Aí... Responda... Tem... Alguém... Onda... Favor... Aí... Tem alguém aí? Aí... aí... aí...

Chega! Quem perguntou primeiro? E, quem deve responder?

Tem alguém aí?

Silêncio.

segunda-feira, 31 de março de 2008

MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO?


Cala, boca!
Relate, não opine!
Descreva, não interpréte!

"A censura chegou! Cercearam a liberdade de expressão!"
Reprimem a voz, que, calada, vira dor, e a dor, silêncio ensurdecedor...
Engaiolam o pássaro e, arrancando pena por pena, privam-lhe o direito de voar.

Corre, mão! Apressa-te enquanto podes! Escreve o que da boca foi tirado!
Tapam os ouvidos para a voz, mas, e os olhos, estão cegos?
Aproveita, então, e escreve, disserta, poetisa, poemisa, conta, historia para os olhos que quiserem ouvir!
Rápido, antes que te amarrem! Antes que te amarrem...
Já tentaram, mas, não permitas! Por favor, não permitas! Porque és o veículo de uma voz que luta pra não ser calada.

Pra que o ser não se cala diante da ditadura da alma...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Fantasma


Fantasma... Espectro de gente, que perturba o sono da alma carente que chora, em silêncio, desviando o olhar de si mesma, pois por dentro há tormenta com trilha de suspense...
Fantasma de gente vivente que assombra o sentimento dormente...
Lembrança morta e enterrada que, chegada à hora, precisa ser exumada.
Se houvesse fantasma de morto não causaria tanto terror quanto aquele que vive. E não há como escapar!
Como fugir de um fantasma que habita a memória?
E quem é forte agora pra enfrentar a assombração que vive e está batendo à porta?
O coração pede socorro à razão, que se apóia no corpo, que está à mercê do coração.
E neste círculo infindo, quem socorre o ser amedrontado, que por fora é fortaleza mas, por dentro, se encolhe, debatendo-se contra a tristeza?
Onde está o herói que salva a mocinha assustada nos filmes de terror?
Está salvando, o fantasma...

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